Thursday, February 18, 2016

Ad eternum...


Apenas uma mão na parede deixou...
O corpo, que voltou a ser duo...

Uma explosão de força e um corpo gelado
que se encosta à parede.
Um apoio forte nas ancas, umas mãos que protegem.
A parede teima em fugir, as mãos teimam em escorregar.

Dois corpos, que num se transformam, e uma 
parede que estremece.

Um corpo que pede mais, um outro que se aproxima.
Duas mãos que se apoiam. Uma língua que consome.
Uma posição que se troca. Outro corpo que se encosta à parede.

Um sexo consumido. Uma boca que não se sacia...
Uma mão que não consegue parar quieta.
Um corpo que se encosta à parece. Outro corpo que desce.

Um apetite voraz. Duas línguas que se comem.

O centro de uma sala. Dois corpos que se encontram.

Uma parede suja.

Uma casa vazia.

Cheia, apenas, com duas almas.


7 comments:

Raquel Pinto said...

OLá... Li e senti como a minha Mente ficou pensativa. Deve ser um sinal positivo.
.
Deixo um carinho

PEQUENOS DELITOS RENOVADOS said...

Ad eternum... ad libitum..
Delicia de poema....
"Um apetite voraz. Duas línguas que se comem.
O centro de uma sala. Dois corpos que se encontram."

Bedtime Lovers said...

Olá!
Bonito poema com imagens a condizer!

bjs
Bedtimelovers

WOLF said...

Um poema fantástico,cheio de "imagens",.."cheia com duas almas",afinal nada mais é preciso.Muito bom.
As fotos é claro que são deliciosas,com muita sensualidade como é hábito em ti.

Beijooos

Um Dia said...

Dos melhores posts aqui na "casa"

Prazeres Masculinos said...

Concerteza que se trata de um poema cheio de significado.
Gostei muito!
Mais uma vez a ilustração está simplesmente fantástica. ;-)
Bjs

Jorge said...

Sou sincero, olhei mais para as foto do que para o post em si...és boa, boa, boa...